20 de novembro de 2015

Os Filhos de Anansi, Neil Gaiman

Dia 10 de novembro é o aniversário do Neil Gaiman e pensando nisso a Mayra, do canal All About Books, criou o projeto All About Gaiman cujo intuito é fazer com que as pessoas leiam os livros deste autor que já tem na estante e/ou discutir suas obras. Quem tiver interesse o link do canal da Mayra está aqui e o link do grupo All About Gaiman no facebook está aqui.

Sei que o mês de novembro já está acabando, mas só agora soube desse projeto tão legal e já marquei minhas metas Gaimaneanas para a última semana do mês. Além disso, vim falar de mais um livro dele aqui.

Depois de ler Coisas Frágeis I, eu li na sequência todos os livros do Neil Gaiman que eu tinha na estante.

Assim, pouco depois de ler Deuses Americanos, comecei a ler Os Filhos de Anansi, que já na dedicatória, me apaixonou completamente. Ah, Neil Gaiman, seu danadinho! *suspiro


Esse é mais um livro do Neil Gaiman, escrito com uma dose exata de miticismo, humanidade e ação, só que com uma pitada extra de humor. A história se passa no mesmo Universo que ele criou para Deuses Americanos (resenha aqui), onde os deuses vivem em um mundo que os esqueceu. E para me redimir do que fiz com a história do Shadow, não titubeei na leitura e o li em pouco mais de uma semana.

Dedicatória do Livro
Antes de tudo, vocês devem estar cientes de que “Todas as histórias pertencem a Anansi”, que nas teias do Neil Gaiman se tornou o Sr. A Nancy, um velhinho simpático, esperto, trapaceiro, brincalhão e amante de karaokês. Quem leu Deuses Americanos deve lembrar bem que ele é dono de um estilo peculiar, caracterizado por seu chapéu panamá e suas luvas verde limão.

Sr. A. Nancy por HarpyMarx (Deviantart)
Este livro conta a história de Charles Nancy, filho do nosso conhecido velhinho e que tinha uma relação muito ruim com o pai zoeiro que sempre o envergonhava das piores e mais variadas formas. Pra ilustrar isso, podemos citar o apelido que o pai lhe colocou: ‘Fat Charlie’, alcunha que nem depois de adulto e dentro do peso ‘padrão’ deixou de o perseguir.

O alívio de Fat Charlie foi quando seus pais se separaram e ele foi com sua mãe para Londres, deixando uma enorme distancia entre eles. 

Acontece que, no momento em que Charlie está fazendo sua lista de casamento com a noiva, Rosie, ela faz com que ele (por livre e espontânea pressão) prometa convidar o pai. Ao tentar contactar o pai, ele descobre que o velho sr. A. Nancy tinha acabado de falecer e que deveria ir a Flórida para o enterro.

É então que as desventuras do pobre começam, pois Fat Charlie descobre não só que é filho de Anansi, o ‘deus-aranha’, mas também que tem um irmão (de nome Spider). 

Num surto de curiosidade, ele entra em contato com o irmão e é ai que a vida dele gira de ponta-cabeça mesmo... 

A partir daí, ele vai ter que se virar com as peripécias de seu recém-descoberto maninho (que herdou toda a esperteza e sagacidade do pai), que parece ser melhor que ele em tudo.

Como se isso não bastasse, Fat Charlie também terá que lidar com a descoberta de um novo mundo habitado por deuses e seus perigos. Assim, se desencadeia uma torrente de confusões e encrencas com o objetivo de derrotar o feroz Tigre, de quem Anansi roubou as histórias num passado remoto…

 "No início dos tempos, quando o tigre era o dono das histórias, a humanidade vivia uma época de trevas e terror". 

Nessa história, os filhos do velho Anansi é que terão de lidar com o ressentimento do Tigre que depois de ter suas histórias roubadas, caiu em esquecimento.
 
Encontrada no Tumblr There ain't no sanity
Sempre que falo dos livros de Gaiman, ressalto o primor das refências. Aqui não é diferente: podemos encontrar várias citações e alusões à obras clássicas tanto literárias, quanto cinematográficas e (principalmente) musicais, afinal...

“ESTA HISTÓRIA COMEÇA, ASSIM COMO A MAIORIA DAS COISAS, com uma música. Afinal de contas, no começo havia as palavras, e elas vinham acompanhadas de uma melodia. Foi assim que o mundo foi feito, que o vazio foi dividido e que a terra, as estrelas, os sonhos, os pequenos deuses e os animais vieram ao mundo. Eles foram cantados.”

Gaiman deixou um trecho de música em todo começo de capítulo pra nos inspirar e, assim, vamos de Londres pra Flórida e de lá de volta à Londres (que por algumas vezes tem uma pitada da ‘Louisiana’) e de lá pro mundo mítico dos deuses-animais onde o Tigre espera sua vingança.

A história é bem-estruturada, superdivertida e com personagens muito cativantes. Além disso, os capítulos deste livro são curtos, o que propicia uma leitura bem fluida também.  

Mais uma obra com o selo Gaiman de qualidade e recomendadíssima!




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9 comentários :

  1. A dedicatória desse livro é muito fofa *-*
    Adoro os livros do Neil Gaiman, são sempre impecáveis em sua narrativa e personagens, esse ainda não li, mas parece ser muito bom.

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    1. Quando vi a dedicatória um sorriso se abriu em meu rosto, muito atencioso com os fãs, né?
      Neil Gaiman é viciante, você lê uma obra dele e depois não consegue mais parar! Hahaha
      Obrigada pelo comentário, Quel, sempre ótimo te ver por aqui e leia este, é bem divertido!
      Beijo e até mais!

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  2. Eu quero muito ler este, tenho aqui em casa, mas desde que soube que este vinha depois do Deuses Americanos, vou ler na ordem correta.
    Neil Gaiman é foda!!!
    Beijos linda!

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    1. Vivien, ele vem depois de Deuses Americanos, mas essa cronologia não interfere em nada um no outro.
      O Sr. A. Nancy de Deuses Americanos é um coadjuvante e seus filhos e outros personagens desse livro nem aparecem no outro. Dá pra ler primeiro este livro sem problemas, o único detalhe é que quando você for ler o Deuses Americanos já estará mais familiarizada com o velhinho zoeiro. Hahaha
      Beijo e até mais! ^^

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  3. Que legal a dedicatória que ele fez. Curti ^^
    O livro também parece muito bom. O colocarei na minha listinha de livros a serem lidos.
    A resenha, ótima como sempre!
    bjin

    http://monevenzel.blogspot.com.br/

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    1. Espero muito que goste, é um livro bem divertido, Mone!
      Sempre bom ver você por aqui, sua linda!
      Beijim.

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  4. Estou querendo muito ler este, mas antes faço questão de ler Deuses Americanos, que já é quase um clássico! hahah
    Só uma dúvida: o nome do seu blog é inspirado em uma HQ do Sandman, né? rs

    Mago e Vidro

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    1. Oi, Tisa!
      Sim, o nome é em homenagem ao no primeiro arco de Sandman! Sou fã do Gaiman e achei legal colocar uma referência logo de cara no blog...
      Eu gosto muito de Deuses Americanos, mas é uma das obras do Gaiman com maior índice de abandono. A dica que eu te dou é: termine de ler ele! No começo pode não te prender tanto, mas com certeza é uma leitura gratificante e que vale muito a pena!
      Caso tenha interesse, eu falei do Deuses Americanos aqui: http://preludios-e-noturnos.blogspot.com.br/2015/06/deuses-americanos-de-neil-gaiman.html
      Beijo e até mais! ^^

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    2. Pois é, já haviam mesmo comentado sobre isso comigo, e eu imagino que talvez seja por ser um livro de tamanho médio para grande, talvez... Acho que talvez as pessoas não tenham costume de ler livros com mais de 300 páginas que sigam um ritmo mais lento, haha
      Legal o nome do seu blog ser uma homenagem a Sandman, eu gosto muito das HQs! O meu também tem o nome de uma obra, mas a minha é do Stephen King e chama-se Mago e Vidro, que é o quarto livro d'A Torre Negra.
      Até! :)

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