21 de novembro de 2016

Oeste Vermelho

Pode ser que você não saiba, mas tenho um grande apreço por roedores e lagomorfos. Com isso em mente, não era de se estranhar que eu trouxesse Oeste Vermelho para casa sem pestanejar depois de apenas folhear a HQ por alguns segundos.
 Esta obra é de dois quadrinistas gêmeos, mas não, não se trata de uma obra de Fábio Moon e Gabriel Bá, mas sim de Marcelo e Magno Costa, que foram incríveis na criação deste western, vulgo faroeste, cujos personagens são gatos e ratos.

O enredo é até bem simples: os ratinhos habitantes de uma pacata cidade do velho oeste são surpreendidos com um boato sobre terríveis gatos chacinando uma cidade próxima. Alguns ficam extremamente receosos, outros preferem ignorar a história, mas o que era boato se torna um fato e os malfeitores sanguinários chegam até Nedville. Após promoverem um banho de sangue, os gatos seguem para outra cidade, porém, um dos ratos não está disposto a deixá-los impunes e segue em uma jornada em busca de sua vendeta.

Pela premissa, você pode me dizer que não vê nada de novo. Eu sou obrigada a concordar. Talvez Oeste Vermelho seja parecido com muitas coisas que você já viu antes, seja por seus animais antropomorfizados (já visto em Maus), por ser um western onde o mocinho quer vingança pelo bando que arrasou com sua cidade, etc. Porém, uma coisa da qual estou cada vez mais convencida é que, sendo bem desenvolvida, mesmo uma trama 'conhecida' pode se destacar. 
Este é um caso em que a história não é inovadora, porém a execução a torna uma excelente HQ. Partiu de uma ideia descompromissada, com uma premissa simples, e se converteu em uma ótima HQ, que distrai, empolga e diverte o leitor e acho que esse era o objetivo dos artistas.     

A arte da HQ é muito boa e fiquei especialmente impressionada com o talento do ilustrador para retratar os ratos de forma tão realística. As cores também chamam a atenção e a escolha da paleta usada foi muito acertada, na minha opinião. 
 Além disso, outros pontos de destaque da HQ são os enquadramentos bastante cinematográficos e também a quantidade de sangue... 

Essencialmente, Magno Costa é o responsável pelo roteiro e storyboard e Marcelo Costa é o ilustrador e colorista da HQ. No entanto, há um epílogo onde Magno é quem desenha e, nesta parte, o traço é bem diferente do restante da HQ, mais cartunesco.

Quando comprei a HQ, sabia claramente que o tinha feito porque tinha gostado muito das ilustrações de ratinhos que vi nela, mas ela conseguiu me surpreender positivamente e mostrou que além de ratinhos, uma arte e cores lindas, ela tem um roteiro bem eficiente para prender sua atenção.
 O resultado do trabalho é incrível e indico sem medo!




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