10 de outubro de 2016

Mártires

Sabe aqueles filmes que você termina de ver e não sabe bem o que pensar sobre eles? Aqueles que não só pelo final subjetivo, mas também pelo ritmo, roteiro, etc., você não tem certeza se achou o filme muito bom ou muito “nhê”, sabe?
           Então, hoje vou falar de um filme desses, o francês “Mártires”. O filme pode ser dividido em dois momentos, o primeiro focado em Lucie e os monstros que a perseguem e o segundo mostrando o martírio, literalmente, de Anna. Ambas as partes inundadas em litros e mais litros de sangue.

             Tudo começa com Lucie ainda criança fugindo de um cativeiro. A garota visivelmente vítima de violência física e, como percebemos pouco depois, psicológica também, é encontrada e acaba indo viver em um hospital, onde conhece outra garota, Anna. As duas se tornam muito amigas e Anna ajuda e cuida de Lucie o máximo que pode, embora seja impossível protegê-la dos fantasmas que a assombram.
Determinada a se vingar de seus captores e se livrar do fantasma de uma mulher a quem não conseguiu libertar enquanto fugia, Lucie vai de encontro a seus agressores e dá início a uma sangrenta vendeta. Suas perturbações, no entanto, não têm fim, como o esperado.
Até aí o expectador fica confuso e não lhe são dadas explicações acerca de nada, o que torna o filme meio enfadonho e sem sentido.
Apenas depois, quando Anna acaba sendo encontrada por alguns estranhos, surge a explicação para o que fizeram a Lucie e outras mulheres: elas foram vítimas de uma seita determinada a descobrir o que há após a vida, o que acham que só pode ser descoberto através de um mártir, pessoa que testemunhou aquilo.
Então começa o martírio de Anna, que se deixa levar pelo sofrimento e culmina em um final subjetivo que lhe deixa reflexivo a respeito do que existe “após a morte”, proporcionando um mix de sentimentos a respeito da obra.
É interessante dizer que a motivação que rege a turma vilanesca pode não ser muito crível a princípio, mas de modo geral, a raça humana é bem curiosa e cruel, essas duas características poderiam ser mais que suficientes para cometer as atrocidades em nome de responder a uma dúvida que cerca a humanidade desde eras imemoriais.
Recomendo que vejam o filme e tirem suas próprias conclusões a respeito de como as dores do corpo podem desencadear dores na alma e sobre o que há depois da vida. 


É importante dizer que estou falando do filme de 2008, não do "remake" americano (recém lançado) do filme e do qual estão falando muito bem, mas que ainda não vi para dar minha opinião. 


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