1 de outubro de 2016

Apocalipse Zumbi - Os Primeiros Anos

E ai, pessoal, tudo beleza?
Estamos em Outubro, mês do Halloween e nada mais justo que entrar no clima vendo filmes e lendo livros mais voltados pro horror/terror e suspense! Para começar, hoje trago meus pareceres sobre o primeiro volume trilogia Apocalipse Zumbi, escrita pelo brasileiro Alexandre Callari e o primeiro livro nacional do gênero de zumbis a ser lançado. 
O livro empolga desde o prólogo, onde o autor mostra a cena da pele de alguém contaminado (como são chamados os zumbis no livro). A partir dai a história vai sendo tecida e surpreende de novo, por não se tratar de uma história apocalíptica, e sim, pós-apocalíptica, pois já se passaram quatro anos desde que os mortos "‘caíram e se levantaram".

A história se passa com os moradores de uma comunidade que tentam continuar suas vidas mantendo um pouco dos costumes que tinham antes de tudo acontecer. Apesar de serem afortunados por terem um lar seguro, com água, energia elétrica e comida, entre os membros da comunidade há também pessoas que sentem-se descontentes e até vitimadas pelo preconceito de outros membros da comunidade e que acabam vendo em seu líder (Maní) uma figura para culpar por seu infortúnio. Ele, que bem ou mal, fora quem os acolheu e se tornara responsável pela segurança e bem estar da comunidade até então. O que os revoltosos não contavam é que se era ruim com ele, muito pior seria SEM ele.
 No decorrer do livro, o autor não segue uma linha de tempo linear, onde a história só segue a diante, mas faz uso também de recordatórios, aonde vai nos apresentando ao que costumavam ser e fazer os personagens na era A.A. (Antes do Apocalipse).
 A minuciosa descrição do autor, numa linguagem simples e de fácil assimilação, nos dá oportunidade de conhecer melhor o caráter de cada um dos personagens, além de nos ajudar a ambientar melhor as cenas, ainda que vez por outra se torne um pouco enfadonha.
 O livro é repleto de ação, mas se de um lado há lutas e derramamento de sangue nos locais mais corriqueiros, há também muito de filosofia empregada no livro, em questões como a índole e o espírito mesquinho e egoísta do ser humano, que mesmo vivendo num mundo destruído e cheio de criaturas horrendas e sedentas por sangue e carne humana, os maiores inimigos da humanidade continuam sendo eles próprios, bem como faz questionamentos sobre o valor de uma vida e da importância de uma pessoa no mundo. 
A maioria nós, pessoas comuns, é como o pai de Dujas, como ele próprio, um infeliz que caminha na crosta terrestre, um inseto que julga ter um rumo, julga viver uma vida, que se acha especial por contribuir com algum tipo de quadro social, mas, no fundo, bem lá no fundo, somos todos fúteis e dispensáveis. A maioria de nós não passa de idiotas, de carne para o abate...
O livro traz algumas ilustrações, todas em preto e branco, (que, confesso, não curti muito) e também um CD com músicas feitas pelo próprio Callari, para ser a trilha sonora do livro (que também não me agradou).
 Na minha opinião, é um bom livro e vale a pena lê-lo. Algumas pontas não estão totalmente amarradas, mas a obra promete ser uma trilogia, logo isso faz bastante sentido. A segunda parte, "Apocalipse Zumbi, O Inferno na Terra" já foi lançada, porém ainda não o adquiri, mesmo com a expectativa de que ele seja superior ao primeiro, já que o autor não vai mais precisar apresentar os personagens ou os cenários e promete ter muito mais sangue, violência e uma trama ainda mais complexa, como o próprio nome sugere. 
 Espero que tenha gostado e se você já leu este livro e concorda ou discorda de mim sobre algum aspecto, fique a vontade para dizer nos comentários! 


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